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christiane nobrega - a branca de leite

Lá vem ela falar em alergia alimentar de novo…

Não tem jeito.

Lá vem eu de novo.

Pera, não desiste, só quero ajudar. Ajuda tipo “pegar pela mão”.

Nos últimos meses muitas mães (sim, só mães), têm me procurado

para ajudá-las no manejo da alergia alimentar na escola.

Pensando nisso, com a ajuda da linda da Solange Cianni, pensei em um pequeno guia de sugestões de como trabalhar o A Branca de Leite.

Esse material não tem pretensões científicas e muito mesmo limitantes, seu objetivo é inspirar professoras a trabalhar o livro em sala e incluir as crianças com alergia alimentar!

Tomara que seja útil!

Segue o link: Guia A Branca de Leite

 

 

a branca de leite - christiane nobrega

Áudio Livro “A Branca de Leite”

 

 

A alergia alimentar é uma séria questão de saúde pública. Sua ocorrência afeta inúmeras pessoas o que impõe a adoção de políticas públicas de conscientização sobre o tema. Neste sentido, em algumas cidades do Brasil, a partir de iniciativas da sociedade, foi instituída a Semana de Conscientização sobre Alergia Alimentar quando são promovidas ações de conscientização a fim de incluir os alérgicos alimentares e, sobretudo, evitar reações alérgicas.

 

É imprescindível que a sociedade como um todo, especialmente as escolas e serviços de saúde, discutam e estabeleçam métodos para não só incluir os alérgicos, como também prevenir reações alérgicas a partir de exposições desnecessárias ou acidentais, que, além do risco e prejuízos pessoais e sociais, significam gastos do sistema de saúde público ou suplementar.

 

A data, terceira semana de maio, foi estabelecida internacionalmente por algumas instituições. No Brasil, o estado do Pernambuco e a cidade de Campos dos Goitacazes tem lei aprovada instituindo a mesma data. Em São Paulo, Brasília, Espírito Santo e Piracicaba tem projeto de lei em andamento.

 

Mas esse papo formal e embolorado não combina comigo e independente de iniciativa pública venho fazendo a minha parte divulgando a causa em ações virtuais e presenciais.

Nesse ano de 2018, por motivos pessoais, não participarei presencialmente de nenhum evento e estou especialmente de coração partido pela semana em Campos dos Goitacazes capitaneada pela jornalista Flávia Ribeiro Nunes Pizelli, que tenho certeza será uma arraso.

 

Assim, fazendo o que me resta, a divulgação virtual, segue minha contribuição: o áudio livro do A Branca de Leite maravilhosamente produzido pela C de Coisas, história que nasceu do e para meu ativismo. Com as vozes de Adriano Siri, Adriana Nunes, Luciana Amaral, Theo Camanho, Marcello Linhos e Lis Nunes e Trilha original de Marcello Linhos, Direção e montagem: Adriano Siri e Produção C de Coisas.

 

Divirtam-se!

 

 

 

Diário Alimentar

Diário Alimentar

Sabem aquelas dicas que a gente pensa: “ah se tivessem me contado isso antes?”, pois é, essa do diário alimentar é uma delas.

Quando recebi o diagnóstico da APLV (alergia ao leite de vaca) de Samuel não foi nada fácil. O médico foi certeiro e deu o tratamento: excluir o alimento da dieta. Parece bem simples, não? Mas não é nada simples.

O dia-a-dia da alergia não se aprende no consultório, por mais que o médico tenha muito conhecimento e boa vontade. Decidimos juntos, o médico e eu, a acompanhar quinzenalmente nessa primeira fase de diagnóstico e tratamento.

Algumas consultas eram muito animadoras, outras nem tanto. Eu ficava completamente perdida. Parecia estar fazendo tudo certo, mas os sintomas iam e voltavam. Depois de dias investigando o que estava furado na minha alimentação, decidi tomar nota de várias coisas diariamente, fazendo assim um diário alimentar.

O diagnóstico do Samuel veio quando ele ainda estava em AME – Aleitamento Materno Exclusivo – logo, quem fazia a dieta era eu. Então, neste Diário eu anotava diariamente:

  • todas as refeições feitas, incluindo as marcas e os temperos;
  • medicamentos, vacinas e complementos vitamínicos utilizados por ambos, registrando o laboratório, inclusive;
  • produtos de higiene pessoal de ambos, meus e dele;
  • cosméticos;
  • reações do bebê:

5.1- Comportamento:

–Sono

–Irritabilidade

5.2- Respiratório:

–Tosse

–Catarro

–Chiado no peito

5.3- Gastrointestinais:

–Fezes (muco, sangue, diarreia, cor e consistência)

–Gazes

–Cólicas

— Vômito ou refluxo

5.4-Pele:

–Coceira

–Edemas

–Urticárias

–Assaduras

  • Mudanças importantes de rotina, como passeios, consultas e visitas.

 

Muita coisa para escrever, não é? Para ficar mais fácil, Elias, o pai, fez uma tabela onde só preenchíamos os espaços.

O diário entrou na nossa rotina sem muita dificuldade, IMPORTANTE, sem ser um peso. O caderno ficava lá: ao lado da minha cama, e eu o preenchia. Algumas vezes inseria desabafos, outras piadas, outras escrevia: “o mesmo de ontem”, “nada de novo”, “vou enjoar de cuscus”, “esse bolo tava bem ruim”… ele, o diário, não foi uma grande obrigação, foi uma ajuda e que me limitei a manter atualizado.

Partindo dessas anotações, foi possível diagnosticar a alergia a ovo e também descobrir onde havia erros na minha dieta, possibilitando acertar o tratamento do meu filho. Acontece que nos casos de alergia alimentar, exames são complementares, para o diagnóstico a observação clínica adequada é fundamental e o diário foi um mecanismo maravilhoso para se chegar à cada conclusão.

O trabalho valeu a pena! Que bom que posso dar essa dica a está começando!