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christiane nobrega - a branca de leite

Lá vem ela falar em alergia alimentar de novo…

Não tem jeito.

Lá vem eu de novo.

Pera, não desiste, só quero ajudar. Ajuda tipo “pegar pela mão”.

Nos últimos meses muitas mães (sim, só mães), têm me procurado

para ajudá-las no manejo da alergia alimentar na escola.

Pensando nisso, com a ajuda da linda da Solange Cianni, pensei em um pequeno guia de sugestões de como trabalhar o A Branca de Leite.

Esse material não tem pretensões científicas e muito mesmo limitantes, seu objetivo é inspirar professoras a trabalhar o livro em sala e incluir as crianças com alergia alimentar!

Tomara que seja útil!

Segue o link: Guia A Branca de Leite

 

 

Apresentação A Branca de Leite

Ilustrações Juliana Verlangieri

Literatura Infantil – reconto de A Branca de Neve

Editora C de Coisas

Branca era o nome da menina. Depois que a mãe morreu, a apelidaram de Branca de Leite.

 Sim, ela era ALÉRGICA A LEITE.

O pai também se foi deixando uma grande FORTUNA por herança.

A madrasta queria a fortuna só para si e ninguém ficaria em seu  C A M I N H O

.

 

O Projeto Literário abaixo traz sugestões de atividades inspiradas no BNCC (Base Nacional Curricular Comum). Contempla temas relevantes na formação das crianças da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, proporcionando autoconhecimento, vivências e experiências ricas em valores e virtudes, compartilhar saberes, contribuindo para a formação do Ser  e do bem conviver, de forma lúdica e reflexiva.

 

“ … compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.” (Base Nacional Curricular Comum)

 

Sugestões de Atividades

MOTIVAÇÃO, SENSIBILIZAÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO

(antes da leitura do livro)

LEVANTAMENTO DE CONHECIMENTO PRÉVIO DA TURMA A RESPEITO DO TEMA 

  • O que sabem sobre alergia alimentar ?
  • Sabem o que é alergia ou intolerância alimentar?
  • Conhecem alguém que tenha esta alergia ou intolerância?
  • Sabem Qualtratamento para alergia alimentar?
  • Você costuma ler os rótulos dos alimentos que consome?
  • Oque costumam lanchar aqui na escola?.
  • De onde vem o leite que costumamos beber? ( abordaros mamíferos e  o leite adequado para cada filhote)

 

APRESENTAÇÃO DO LIVRO 

  • Explorar capa, ilustração, autora, editora,…

 

HORA DO CONTO 

  • Interpretação, imaginação,  formaçãode opinião, respeito às diferentes ideias, capacidade de síntese.

 

Roda de Conversa com a Turma

SUGESTÕES PARA A CONVERSA SOBRE O LIVRO

O PAI DE BRANCA NÃO FEZ SUA PARTE NA FAMÍLIA, O QUE VOCÊ ACHA?

  • O final dessa história seria diferente se o pai da Branca não fosse omisso?
  • Como é na sua casa?
  • E você faz sua parte em casa?

 

BRANCA TINHA APELIDO POR TER ALERGIA A LEITE

  • Todos os apelidos são bons?
  • Você gosta de ser chamado por apelidos?
  • Você chama seus amigos por apelido?
  • E se o amigo disser que não gosta, você respeita?

 

AUTOESTIMA, DEFEITOS E QUALIDADES

  • Podemos escolher quem somos fisicamente?
  • É justo criticar uma característica que não foi escolhida?
  • E as que não podemos mudar como a alergia alimentar?

 

BRANCA TOMOU ALGUMAS DECISÕES MUITO PERIGOSAS

  • O que você faria no lugar dela?
  • Qual a pior decisão que ela tomou na sua opinião? Morar com estranhas?

Aceitar alimento da madrasta? Recusar o médico como paquera?

ATIVIDADES PRÁTICAS SUGERIDAS A PARTIR DOS TEMAS ABORDADOS ACIMA, CONFORME O FLUXO DE INTERESSE DA TURMA E FAIXA ETÁRIA DA TURMA

 

  • Passeio a um mercado para analisar rótulos de alimentos e de materiais escolares que contenham leite e trigo.

 

  • Pesquisa sobre alérgicos alimentares na escola quantitativa e qualitativa: Quem são? Quantos são? São alérgicos a qual alimento?

 

  • Campanha interna de conscientização sobre alergias alimentares elaborada pelos alunos.

 

  • Encenação da história com dramatização livre, fantoches, sombra ou utilizando o áudio-livro.

 

  • Oficina de culinária com o preparo de uma receita que contemple as restrições alimentares de alguém da classe, caso não haja nenhum alérgico, pode-se fazer uma receita sem leite animal.

 

  • A roda de conversa pode ser realizada com a presença da Autora mediante verificação de condições e disponibilidade.

 

  • Convidar um/a nutricionista para ser entrevistado/a.

 

EXPRESSAR, BRINCAR, EXPERIMENTAR. OUTRAS LINGUAGENS E FORMAS DE EXPRESSÃO

 

  • Dramatizar a história utilizando o próprio corpo e voz ou outros acessórios cênicos
  • Produção textual sugerindo inventar outros finais para a história lida.
  • Fazer uma lista de sentimentos encontrados no livro e expressar com mímicas para a turma descobrir qual é.

 

SOBRE AUTORA

 

Christiane Nóbrega é advogada, escritora e integra o Coletivo Editorial Maria Cobogó que promove literatura independente. Mãe de três, todos com alguma alergia alimentar, atua na conscientização da alergia alimentar. Tem um livro lançando pela Editora Franco, “Júlio, um dinossauro muito especial” que já está na primeira re-impressão. E outro lançado pelo selo C de Coisas, “A Branca de Leite” que já conta com quase mil exemplares vendidos. Esse segundo fala, entre outros assuntos, de alergia alimentar.

 

links interessantes

 

http://www.christianenobrega.com.br/    https://mariacobogo.com.br/

https://chefcarlamaia.com/carla-maia/                 http://www.asbai.org.br

http://saborsemlimite.com.br/                              https://alergiaalimentarbrasil.com.br/

 

 

Maria Cobogó

COBOGÓ – A ORIGEM

Alessandra Roscoe

Ana Maria Lopes

Christiane Nóbrega

Claudine Duarte

Elisa de Mattos

Marcia Zarur

Foto Thaís Mallon

Solange Cianni

Hoje em alta, o cobogó foi criado em 1929, ano de grande crise, pelo comerciante português Amadeu Oliveira Coimbra, pelo alemão Ernst August Boeckmann e pelo engenheiro pernambucano Antônio de Góes em Recife, PE. As iniciais de seus sobrenomes formaram a deliciosa palavra COBOGÓ.

O cobogó foi uma solução para amenizar o calor nas casas pernambucanas e levantar paredes sem impedir a ventilação. Em Brasília, com sua arquitetura de vanguarda, o cobogó teve seu ápice. Encontrou espaço e virou símbolo.
Maria é um nome comum. Muitas vezes usado para denominar uma pessoa qualquer que não se conhece, uma “dona Maria”. Ao mesmo tempo é utilizado em várias línguas, sendo que alguns estudiosos atribuem sua origem ao nome hebraico מרים, traduzido como Miriam, que significa rebelião, como também pode ter surgido a partir de um nome egípcio derivado de mry (amada) ou mr (amor).

Maria e Cobogó. Mulheres comuns que em um encontro no Nordeste brasileiro, não em Pernambuco, mas na vizinha Paraíba, em João Pessoa, estreitaram laços, deram as mãos e de quão boa foi a experiência, decidiram que, aqui no cerrado, seguem juntas! Uma rebelião como movimento para dar espaço às palavras, ventilando todas letras possíveis e iluminando a amizade em forma de livros.

Maria Cobogó.

Uma confraria das palavras. Uma associação de amigas. Uma parceria de idéias. Mulheres que se unem para realizar.

www.mariacobogo.com.br

 

a branca de leite - christiane nobrega

Áudio Livro “A Branca de Leite”

 

 

A alergia alimentar é uma séria questão de saúde pública. Sua ocorrência afeta inúmeras pessoas o que impõe a adoção de políticas públicas de conscientização sobre o tema. Neste sentido, em algumas cidades do Brasil, a partir de iniciativas da sociedade, foi instituída a Semana de Conscientização sobre Alergia Alimentar quando são promovidas ações de conscientização a fim de incluir os alérgicos alimentares e, sobretudo, evitar reações alérgicas.

 

É imprescindível que a sociedade como um todo, especialmente as escolas e serviços de saúde, discutam e estabeleçam métodos para não só incluir os alérgicos, como também prevenir reações alérgicas a partir de exposições desnecessárias ou acidentais, que, além do risco e prejuízos pessoais e sociais, significam gastos do sistema de saúde público ou suplementar.

 

A data, terceira semana de maio, foi estabelecida internacionalmente por algumas instituições. No Brasil, o estado do Pernambuco e a cidade de Campos dos Goitacazes tem lei aprovada instituindo a mesma data. Em São Paulo, Brasília, Espírito Santo e Piracicaba tem projeto de lei em andamento.

 

Mas esse papo formal e embolorado não combina comigo e independente de iniciativa pública venho fazendo a minha parte divulgando a causa em ações virtuais e presenciais.

Nesse ano de 2018, por motivos pessoais, não participarei presencialmente de nenhum evento e estou especialmente de coração partido pela semana em Campos dos Goitacazes capitaneada pela jornalista Flávia Ribeiro Nunes Pizelli, que tenho certeza será uma arraso.

 

Assim, fazendo o que me resta, a divulgação virtual, segue minha contribuição: o áudio livro do A Branca de Leite maravilhosamente produzido pela C de Coisas, história que nasceu do e para meu ativismo. Com as vozes de Adriano Siri, Adriana Nunes, Luciana Amaral, Theo Camanho, Marcello Linhos e Lis Nunes e Trilha original de Marcello Linhos, Direção e montagem: Adriano Siri e Produção C de Coisas.

 

Divirtam-se!