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Lá vem ela falar em alergia alimentar de novo…

Lá vem ela falar em alergia alimentar de novo…

Não tem jeito.

Lá vem eu de novo.

Pera, não desiste, só quero ajudar. Ajuda tipo “pegar pela mão”.

Nos últimos meses muitas mães (sim, só mães), têm me procurado

para ajudá-las no manejo da alergia alimentar na escola.

Pensando nisso, com a ajuda da linda da Solange Cianni, pensei em um pequeno guia de sugestões de como trabalhar o A Branca de Leite.

Esse material não tem pretensões científicas e muito mesmo limitantes, seu objetivo é inspirar professoras a trabalhar o livro em sala e incluir as crianças com alergia alimentar!

Tomara que seja útil!

Segue o link: Guia A Branca de Leite

 

 

Apresentação A Branca de Leite

Apresentação A Branca de Leite

Ilustrações Juliana Verlangieri

Literatura Infantil – reconto de A Branca de Neve

Editora C de Coisas

Branca era o nome da menina. Depois que a mãe morreu, a apelidaram de Branca de Leite.

 Sim, ela era ALÉRGICA A LEITE.

O pai também se foi deixando uma grande FORTUNA por herança.

A madrasta queria a fortuna só para si e ninguém ficaria em seu  C A M I N H O

.

 

O Projeto Literário abaixo traz sugestões de atividades inspiradas no BNCC (Base Nacional Curricular Comum). Contempla temas relevantes na formação das crianças da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, proporcionando autoconhecimento, vivências e experiências ricas em valores e virtudes, compartilhar saberes, contribuindo para a formação do Ser  e do bem conviver, de forma lúdica e reflexiva.

 

“ … compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.” (Base Nacional Curricular Comum)

 

Sugestões de Atividades

MOTIVAÇÃO, SENSIBILIZAÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO

(antes da leitura do livro)

LEVANTAMENTO DE CONHECIMENTO PRÉVIO DA TURMA A RESPEITO DO TEMA 

  • O que sabem sobre alergia alimentar ?
  • Sabem o que é alergia ou intolerância alimentar?
  • Conhecem alguém que tenha esta alergia ou intolerância?
  • Sabem Qualtratamento para alergia alimentar?
  • Você costuma ler os rótulos dos alimentos que consome?
  • Oque costumam lanchar aqui na escola?.
  • De onde vem o leite que costumamos beber? ( abordaros mamíferos e  o leite adequado para cada filhote)

 

APRESENTAÇÃO DO LIVRO 

  • Explorar capa, ilustração, autora, editora,…

 

HORA DO CONTO 

  • Interpretação, imaginação,  formaçãode opinião, respeito às diferentes ideias, capacidade de síntese.

 

Roda de Conversa com a Turma

SUGESTÕES PARA A CONVERSA SOBRE O LIVRO

O PAI DE BRANCA NÃO FEZ SUA PARTE NA FAMÍLIA, O QUE VOCÊ ACHA?

  • O final dessa história seria diferente se o pai da Branca não fosse omisso?
  • Como é na sua casa?
  • E você faz sua parte em casa?

 

BRANCA TINHA APELIDO POR TER ALERGIA A LEITE

  • Todos os apelidos são bons?
  • Você gosta de ser chamado por apelidos?
  • Você chama seus amigos por apelido?
  • E se o amigo disser que não gosta, você respeita?

 

AUTOESTIMA, DEFEITOS E QUALIDADES

  • Podemos escolher quem somos fisicamente?
  • É justo criticar uma característica que não foi escolhida?
  • E as que não podemos mudar como a alergia alimentar?

 

BRANCA TOMOU ALGUMAS DECISÕES MUITO PERIGOSAS

  • O que você faria no lugar dela?
  • Qual a pior decisão que ela tomou na sua opinião? Morar com estranhas?

Aceitar alimento da madrasta? Recusar o médico como paquera?

ATIVIDADES PRÁTICAS SUGERIDAS A PARTIR DOS TEMAS ABORDADOS ACIMA, CONFORME O FLUXO DE INTERESSE DA TURMA E FAIXA ETÁRIA DA TURMA

 

  • Passeio a um mercado para analisar rótulos de alimentos e de materiais escolares que contenham leite e trigo.

 

  • Pesquisa sobre alérgicos alimentares na escola quantitativa e qualitativa: Quem são? Quantos são? São alérgicos a qual alimento?

 

  • Campanha interna de conscientização sobre alergias alimentares elaborada pelos alunos.

 

  • Encenação da história com dramatização livre, fantoches, sombra ou utilizando o áudio-livro.

 

  • Oficina de culinária com o preparo de uma receita que contemple as restrições alimentares de alguém da classe, caso não haja nenhum alérgico, pode-se fazer uma receita sem leite animal.

 

  • A roda de conversa pode ser realizada com a presença da Autora mediante verificação de condições e disponibilidade.

 

  • Convidar um/a nutricionista para ser entrevistado/a.

 

EXPRESSAR, BRINCAR, EXPERIMENTAR. OUTRAS LINGUAGENS E FORMAS DE EXPRESSÃO

 

  • Dramatizar a história utilizando o próprio corpo e voz ou outros acessórios cênicos
  • Produção textual sugerindo inventar outros finais para a história lida.
  • Fazer uma lista de sentimentos encontrados no livro e expressar com mímicas para a turma descobrir qual é.

 

SOBRE AUTORA

 

Christiane Nóbrega é advogada, escritora e integra o Coletivo Editorial Maria Cobogó que promove literatura independente. Mãe de três, todos com alguma alergia alimentar, atua na conscientização da alergia alimentar. Tem um livro lançando pela Editora Franco, “Júlio, um dinossauro muito especial” que já está na primeira re-impressão. E outro lançado pelo selo C de Coisas, “A Branca de Leite” que já conta com quase mil exemplares vendidos. Esse segundo fala, entre outros assuntos, de alergia alimentar.

 

links interessantes

 

http://www.christianenobrega.com.br/    https://mariacobogo.com.br/

https://chefcarlamaia.com/carla-maia/                 http://www.asbai.org.br

http://saborsemlimite.com.br/                              https://alergiaalimentarbrasil.com.br/

 

 

Áudio Livro “A Branca de Leite”

Áudio Livro “A Branca de Leite”

 

 

A alergia alimentar é uma séria questão de saúde pública. Sua ocorrência afeta inúmeras pessoas o que impõe a adoção de políticas públicas de conscientização sobre o tema. Neste sentido, em algumas cidades do Brasil, a partir de iniciativas da sociedade, foi instituída a Semana de Conscientização sobre Alergia Alimentar quando são promovidas ações de conscientização a fim de incluir os alérgicos alimentares e, sobretudo, evitar reações alérgicas.

 

É imprescindível que a sociedade como um todo, especialmente as escolas e serviços de saúde, discutam e estabeleçam métodos para não só incluir os alérgicos, como também prevenir reações alérgicas a partir de exposições desnecessárias ou acidentais, que, além do risco e prejuízos pessoais e sociais, significam gastos do sistema de saúde público ou suplementar.

 

A data, terceira semana de maio, foi estabelecida internacionalmente por algumas instituições. No Brasil, o estado do Pernambuco e a cidade de Campos dos Goitacazes tem lei aprovada instituindo a mesma data. Em São Paulo, Brasília, Espírito Santo e Piracicaba tem projeto de lei em andamento.

 

Mas esse papo formal e embolorado não combina comigo e independente de iniciativa pública venho fazendo a minha parte divulgando a causa em ações virtuais e presenciais.

Nesse ano de 2018, por motivos pessoais, não participarei presencialmente de nenhum evento e estou especialmente de coração partido pela semana em Campos dos Goitacazes capitaneada pela jornalista Flávia Ribeiro Nunes Pizelli, que tenho certeza será uma arraso.

 

Assim, fazendo o que me resta, a divulgação virtual, segue minha contribuição: o áudio livro do A Branca de Leite maravilhosamente produzido pela C de Coisas, história que nasceu do e para meu ativismo. Com as vozes de Adriano Siri, Adriana Nunes, Luciana Amaral, Theo Camanho, Marcello Linhos e Lis Nunes e Trilha original de Marcello Linhos, Direção e montagem: Adriano Siri e Produção C de Coisas.

 

Divirtam-se!

 

 

 

Mentiras que contam sobre a maternidade

Mentiras que contam sobre a maternidade

É impressionante! Você dá a notícia da gravidez, ainda que da terceira, quarta ou quinta, as pessoas se sentem autorizadas a dar conselhos e a contar suas próprias experiências.

Que comecem os jogos!

A galera do “eu sou bom pra caraca” coloca as asas de fora e com força. Alguns disputam qualquer espaço, ainda que a coisa for ruim. Você fala:

– Nossa ele não dormiu bem.

– Mulé, agradeça, por que o meu não dormia nem mal, passava a noite em claro.

Mas não, não são dessas que quero falar. Quero falar das que mentem descaradamente até pra si mesmo (não falarei das razões, mas das mentiras em si). E aqui, começa a treta séria. Experimenta fazer uma postagem em um grupo de maternagem pedindo qualquer ajuda com sua cria que começam as falácias. Vou citar uns exemplos:

– Minha filha dorme a noite inteira desde o dia em que nasceu!

Genteeeeeee! Para tudo! Até acredito que há crianças que choram menos, que dormem mais, mas véi, dormir a noite toda desde o dia que nasceu? Não. Tenho uma ou duas amigas que contam isso. Acredito em crianças que não despertam totalmente, dão só a clássica miadinha mamam e viram pro lado, no mais, emendar 8h de sono todos os dias desde que nasceu? Desculpa, não acredito, nem adulto dorme tão bem.

– O meu filho desmamou naturalmente. Não quis mais o peito.

Outra lenda opressora. Ou houve confusão de bicos causada pelo uso de chupetas e mamadeiras ou você acabou com a oferta do peito em livre demanda, começou controlar horários, fazer combinados e pronto. Largar por que largou é tipo fada e duende, lenda. Se eu não tivesse cortado a livre demanda até Bruno estaria mamando até hoje. E, gente, ok desmamar quando já encheu o saco, quando não tem rede de apoio e quando o trabalho inviabiliza, tá? Afinal as contas não se pagam sozinhas.

– Birra? Filho meu nunca fez.

Esse tópico só cito Luiz Gonzaga “…que mentira que lorota boa...”

– Eu nunca me canso dos meus filhos e nunca perco a paciência com ele.

Esse exemplo nem o rei do baião me socorre. Nem Chicó diria “só sei que foi assim.

Mulheres do meu Brasel varonil (o que será que significa varonil?), não estamos em uma competição. Filho que dê menos ou mais trabalho não dá prêmio no fim da vida. Não vai tocar o tema na vitória se você cuspir aos quatro ventos que seu filho come brócolis e cenoura crua. Isso é bobagem. O que faz a diferença e nos faz melhores é a nossa troca de experiências reais que não imputem culpa umas nas outras.

Ao invés de bradar que tem o melhor mais dorminhoco, comelão e peidador com cheiro de flores do planeta, que tal oferecer ajuda? Ou ao menos um simples e afetuoso olhar de cumplicidade para aquela mãe que o filho tá no chão chorando compulsivamente? Ou que não para quieto no cinema? Assim descortinaremos juntas a maternidade e viveremos bem mais leves…meus filhos não dormiram todas as noites a noite toda, deram birra e eu cortei a livre demanda para que eles desmamassem. Ufa!

Três filhos preferidos, tenho.

Três filhos preferidos, tenho.

Três filhos preferidos? Eu tenho

Bom, como é de público e notório conhecimento, tenho três filhos. Três filhos preferidos. Por que falar nisso? Conto. Sábado, aniversário de 81 anos do papai, eu descascando laranja e Greici, também mãe de três, cortando toucinho (sim, era feijoada). Já viu, né? Juntou mais de um familiar já se ouve o narrador anunciando:

“Casos de Família”- O tema do dia “Você tem um preferido” com a participação das irmãs Freitas Nóbrega. Quem tem filho preferido? Ambas negam ter. Ambas acusam a outra de ter.

Corta a imagem pra minha cozinha. Segue o babado.

O debate foi se acalorando e Elias põe uma faca peixeira na minha frente ao que eu pergunto sem entender:

– Que é isso? Vou cortar laranja com a faca de serra mesmo.

– Amor, a faca da Greici é maior, você está em desvantagem. – E o “método Elias nada ortodoxo para resolução do conflito” deu certo. Mudamos de assunto certas de que a outra tem sim um filho preferido.

E agora? Que critério usar pra provar minha hipótese de que não tenho? Hum…Falar dos três e da minha relação com eles. Ótimo. Começando por qual? Ordem cronológica. Não, não. Melhor alfabética. Tanto faz, seria a mesma ordem, a lista coincide. Então, vamos lá.

Bruno, 21 anos. Amor, muito amor. Nasceu aquela coisinha diferente, sim, não conhecemos a cara dos nossos filhos, nascem completos estranhos. Ao ouvir seu choro algo nasceu em mim. Chorei de emoção. Que lindeza de sensação! Depois os sorrisos, as noites sem dormir, os primeiros passinhos, aprendendo a ler, as tiradas superengraçadas e inteligentes. Detestava dever de casa. Criança mais calma do planeta. Meu primogênito! Por ele aprendi a ser mãe. Mas uma coisa é fato, filho mais velho sofre.

Maria Elisa, 10 anos. Achei que não a amaria como amava o Bruno, tive medo. Amor, muito amor. Nasceu aquela coisinha que já sabia que ia ser diferente. Aí ouvi seu choro e algo nasceu em mim e descobri naquele dia que a cada filho eu ganharia um novo coração exclusivo e, assim, não seria possível amar mais ou menos. Chorei de emoção. Que lindeza de sensação! Depois os sorrisos, as noites sem dormir, os primeiros passinhos, aprendendo a ler, as tiradas superengraçadas e inteligentes. Adora dever de casa. Assiste TV dando cambalhotas. Minha filha mulher! Por ela aprendi a ser mãe. Mas uma coisa é fato, filha mulher sofre.

Samuel, 4 anos. Sabia que o amaria como amava o Bruno, como amava Maria. Nasceu aquela coisinha que já sabia que ia ser diferente. Aí ouvi seu choro e algo nasceu em mim e já sabia que a cada filho eu ganharia um novo coração exclusivo e, assim, não seria possível amar mais ou menos. Chorei de emoção. Que lindeza de sensação! Depois os sorrisos, as noites sem dormir, os primeiros passinhos, aprendendo a ler, as tiradas superengraçadas e inteligentes. Ainda não sei se vai adorar ou detestar dever de casa. Assiste TV correndo e pulando. Tem professora e tá superando a mestra. Meu caçula! Por ele aprendi ser mãe. Mas uma coisa é fato, filho caçula sofre.

Relatos prontos, voltemos ao preferido.

Feito os dedos das mãos, eles e ela são bem diferentes e bem iguais também. Diferentes não se ama da mesma forma. Mas sim, é possível amar a cada um com absolutamente a mesma intensidade. Pra cada um, um coração inteiro. E, assim, posso concluir com “evidências científicas irrefutáveis” (em homenagem à Daíse) que Bruno é meu filho mais velho preferido, Maria Elisa é minha filha preferida e Samuel é meu caçula preferido. E tenho dito!

Nordeste não é um estado

Nordeste não é um estado

Ganhei de um amigo querido uma caixa de livros com biografias escritas em quadrinhos (Patmo Editora). Comecei a leitura por Jackson do Pandeiro. O fato é que ao me deliciar com a leitura me perguntei quantas crianças paraibanas conhecem a história desse fenômeno da música brasileira? Quantas outras foram apresentadas à poesia cantada por Luiz Gonzaga além das festas juninas? Quantos no Brasil sabem que Ariano Suassuna não é um comediante cuja obra se limitaria ao “Auto da Compadecida”? Quantos se referem ao nordeste como se ele fosse um único estado e sem respeitar a sua individualidade? Dava para escrever um tratado sobre isso… não se preocupem, vai ser só um textão mesmo.

 

Em tempos onde tudo é resumido à mimimi, fico pensando na reação das pessoas ao lerem esse texto. Vamos lá, pessoal! O mundo tá bem chato mesmo e, spoiler, vai piorar, graças a Deus. Criança é gente. Mulher tem os mesmos direitos que homem. Preto é igual branco. Sotaque não é motivo de piada. Nordeste não é um estado.

 

Eu tinha uns 14 para 15 anos, início do Ensino Médio, então segundo grau. Primeiro dia de aula em escola nova (nunca havia trocado de escola) e aquela chatice de todos se apresentarem. Aqui em Brasília, temos um agravante: o tal do “de onde você vem?”. Chegou minha vez. “Nasci em Brasília.” “E seus pais?” “Minha mãe do norte do Goiás, hoje Tocantins e meu pai do Ceará.” Risadas contidas. Emendei. “Mas foi criado no Piauí.” Gargalhadas seguidos de um “Pió-cerá” dito por algum colega. Naquele dia, meu constrangimento se disfarçou de graça. Ri junto, mesmo tendo aprendido a amar e respeitar as minhas origens.

 

Depois desse dia, não lembro de posteriores preconceitos diretamente a mim, mas o preconceito estrutural sempre esteve aqui e aí todos os dias. Quantas vezes se ouve dizer que o “sotaque do nordeste é engraçado”, que pra um “nordestino até que ele é bonito”, esse “povo lento, hein?”, “comida esquisita”. Engraçado ver “sudestino” encher a pança de feijoada e torcer o nariz para buchada, sarapatel e mugunzá.

 

Duro, ainda, é quando paraíba é sinônimo de porteiro ou simplesmente “zé ninguém” ou quando baiano é

sinônimo de burro ou preguiçoso ou cearense de cabeçudo… e, não raro, o preconceito de origem se mistura ao de cor.

 

Não fiz um estudo técnico científico sobre isso. Mas nem precisaria.  A mídia é a grande, senão a maior, culpada da perpetuação dessa secção do país. A representatividade dos nordestinos nesses canais é ínfima. Jornalistas? Só os com sotaque carioca ou no mínimo, aqueles que se esforçam para mascarar sua identidade. Sequer quando há uma novela ou filme que se passe por lá, o elenco é genuinamente nordestino. Preferem atores e atrizes do Sudeste com um sotaque forçado e muitas vezes ridículo. O que era o sotaque da Beth Faria na novela “Tieta”? E da Juliana Paes em “Gabriela”? Enquanto isso, aos autênticos são dados os papéis de porteiros, empregadas que, pela estrutura da trama, são secundários, ridicularizados ou até mesmo invisíveis.

 

Os estados que compõe o Nordeste, são muito mais que sertão e mar. Não. Não são fornecedores de porteiros e empregadas dos bairros bacanas do Rio e São Paulo. Não. Não são um lugar de sotaque engraçado. Não. Não são só água de coco e mar. O fato é que as pessoas são ignorantes não só no preconceito, mas no conhecimento de Geografia mesmo.

 

Queria mesmo é que a reação dos não-nordestinos que chegaram até aqui, fosse repensar seu preconceito. Aventurem-se sobre Espedito Seleiro, Mestre Vitalino, Jessiê Quirino, Carol Levy, Santanna, João Cláudio Moreno, Maria Valéria Rezende, Noilton Pereira e tantos e tantas outras. Provem um cuscuz, comam uma tapioca, dancem um xaxado. Busquem conhecer a região, ainda que através do Google. Ensinem seus filhos a valorizar o que é nosso.

Coragem! Vai ser maravilhoso!